Uma Imagem...Mil Sorrisos2 2017



TODAS AS SEMANAS INTERPRETA-SE UMA FOTO DIFERENTE


“Uma imagem…Mil Sorrisos” dá-nos asas à imaginação. Regista um momento que fica eternizado na nossa memória. No entanto se virmos uma imagem, ela provoca-nos sensações diferentes. Como fazer chegar uma imagem a quem não a vê? Cada um tem a sua interpretação e esta pode valer um sorriso… ou melhor mil sorrisos a quem a lê." Cristina Russo - mentora da iniciativa.



NÓS FORNECEMOS A IMAGEM E VOCÊS ESCREVEM SOBRE O QUE ELA VOS TRANSMITE. 





A DIVULGAÇÃO É SEMPRE FEITA NO DIA ANTERIOR!



ATENÇÃO: SÓ SERÃO VÁLIDAS  AS PUBLICAÇÕES FEITAS NO PRÓPRIO DIA - DAS 00:00H ÀS 23:45H.  FORA DO DIA SERÃO ELIMINADAS







1 - Obrigatório identificar a iniciativa com: 

- ou nome da iniciativa

- ou foto da iniciativa

- ou ambos



2 - A foto a ser usada é sempre a da iniciativa



3 - Textos a publicar  no Grupo



Contamos com a participação e imaginação de todos!

 TODAS AS IMAGENS SÃO TIRADAS DA NET, COM AUTORES DESCONHECIDOS.




Imagem a ser interpretada
Terça Feira 26-09-2017



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 19-09-2017

Barco de Papel

Barco,
barquinho de papel
de poesia feito
Leva...
leva contigo
toda a mágoa
do meu peito!

Rosa Maria Correia Marques




 A PRAIA!

Uma mão cheia de lembranças
De quando era criança!
Na praia a algazarra a alegria
Naquele dia uma euforia!
Uma mão cheia de tralha
Os pais perguntavam… Para que servia?
Para fazer castelos para brincar…
Fazer bolos e o forno para os assar!
Sentada na areia cansada de tanta água acarretar…
Passavam os barcos acenar e a pular!
Alguns muito grandes que passavam ao longe;
Gostava de lá ir dentro…saber pra onde iam!
Depois não ficava lá!
Queria a minha praia, os meus amigos,
Sentar-me a ver as gaivotas na pesca
Continuar aprender com o meu pai
A tocar naquela água salgada
Que muitas vezes engolia
Soltava gargalhadas de alegria
E de medo todavia…
Hoje saudades …saudades,
Das lembranças da minha infância…
Do meu fato de banho tão giro!
Do chapéu de pano aos barquinhos…

Maria Fernanda 




LEVAM COM ELES...

As mais ousadas viagens
e os sonhos em que me atrevo
abrem-se ao mundo em mensagens
soltam-se da minha mão quando escrevo...

Palavras que jamais envelhecem
que se alimentam de sentimentos
e no passar do tempo permanecem
guardiãs de mágicos momentos.

Versos agrupados por uma ideologia
onde desmascaro o lado negro da vida
aquecendo a alma em noite fria
tentativa de resgate de alguma da fé perdida...

Nascidos de mim mas já distantes
tornam-se donos do seu caminho
são eternos caminhantes
seguindo pelo mundo sem destino.

Viajando como veleiros
sobre ondas de fantasia
audaciosos e aventureiros
levam com eles a minha poesia...

Aida Maria (Aida Marques) 




 SOLTO-TE ao VENTO

Vai ....
Por este mundo sem fim
Semear alegria
Sorrisos e rosas
Cores vistosas
Em cada coração
Vai ...
Meu barco de papel
Leva um pouco de mim
Traz um pouco de ti
Solto ao vento te quero
De sonhos te visto
Com o poder de Cristo
Leva esperança e fé
Não arredes o pé
Sem a tua missão terminar
Vai...
Acaba com a guerra
A fome
A maldade
Ganância
Se sinta a temperança
Momentos de amor
Um abraço com calor
Nos corpos hoje vazios
Onde o nada está presente
Tu leves para sempre
Estes versos de uma louca
De poeta se transforma
Até na vida torta
Não desiste de viver
Se mais tu poderes levar
No mar onde passares
Ouve quem por ti chamar
Vai....
Sem medos
Sem segredos
Estarei ,estaremos á tua espera

Anabela Fernandes




O MAR NA TUA MÃO
A estrela brilhou em ti
e, ao amanhecer, se a escuridão vier,
teu coração continuará verdadeiro.
Caminhando num mar solidário,
estamos já próximo da paia,
prosseguindo na passagem
e a verdade vive dentro de nós.
Navegaremos para longe
e na nossa caminhada,
iluminarás o caminho,
no dia.
E, ao chegar da noite,
surgirás
para encontrar a aurora
na madrugada no nosso percurso.

José Lopes da Nave



Nas tuas mãos

Liberta os sonhos
Voando sobre oceanos de prazer
Onde teus dedos
Sussurram nas ondas
Do meu olhar…

Sopra as letras da tua poesia
Numa mão cheia
De amor e fantasia,
Abre teu ser…

Liberta tuas mãos
Soltando cada palavra
Como a maresia,
Qual nuvem que navega
Num barco de papel.

Abraçando cada ponta
Dum amarrotado e
Doce sorrir…

Sonha enquanto o sol se esconde
Deixando nascer a noite
Em sensações ímpares,
Sonâmbulas de amor.

Ana Matias 




“BARQUINHO DE PAPEL”
Barquinho de papel
Entreguei-te os meus sentimentos
Embrulhei os meus poemas
Deixei-te navegar no meu mar
Vais carregado de sonhos
Vagueando na ondulação
Vais sempre contra a corrente
Como um canto de sereia
Desafias a vida real
Fiz-te para navegares
Nesta vida
Hostil e ingrata
Que não se vai compadecer de ti
Lancei-te ao mar
Pedindo a deus que te guarde
Neste mar dos meus pesares
Vais sorridente no teu balançar
Buscando o amor e a esperança
Sem bussola
Procuras o farol da vida
Partilhei contigo
Palavras de encantar
Ensinei-te o verbo amar
Assim amiguinho
Navegas nos meus sonhos
Trazendo na bagagem
A esperança de um mundo melhor
A minha vida
E todo o meu amor…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 BARQUINHOS DE PAPEL

Carrego nas minhas mãos
com fragilidade uns barquinhos
de papel, sopro nos seus mastros
e eles voam para longe, rumando
pelos mares fora e, assim, ao sabor
das marés, meu sonho navega num
batel...

Nada se move dentro desses barquinhos
de papel, apenas o vento os leva para longe
e ficam as imagens dispersas em tropel da
fragilidade com que construí os meus barquinhos
de papel, fazia deles uma armada que deixava correr
sem destino pelo mar fora...

Um dia meus barquinhos se foram para sempre
o vento os levou e não voltaram mais, no mar se
perderam a maré os levou e deles nada restou.

MARY HORTA  




Porto de abrigo…

Minha mão…
Teu porto de abrigo
Onde atracas em segurança
Onde não sentes o perigo
Revalidando a esperança
É este o meu mar de feição
Esse mar de boas marés
Onde até as gaivotas
Voando em círculos perfeitos
Nos mostram seus brancos peitos
E descendo na areia
Parecendo nos querer beijar os pés!

Luís Farto




 TENHO NO REGAÇO O MAR.

Sentada no tempo,
Cismada queda.
No regaço as mãos já feitas laço.
Os braços em círculo são cisterna.
Onde miragens afloram.
Coloridos jardins no colo meu.
Perfumam o aconchego do regaço.
Guardo caminhos de beijos…
Melodias entoadas entre abraços.
Ah! Boquinhas rosadas flores minhas.
Oh! Mimos porque vos quedas-te?
Ah! Vida! Onde estão os meus meninos?
Meu sentir pulsa tem saudade.
Nas artérias o sangue grita vida.
Tão solitário estás regaço meu.
Pendem-me as pálpebras,
Adornadas num misto de sono e de cansaço.
Desce o sonho.
Essa sim! Sou eu…
O azul do céu é mar sereno.
As nuvens aves a planar.
Eu, franja de onda, alva espuma,
No vaivém de cada onda a suspirar.
Traz o vento barcos de papel.
Salpicos de sal, algas, estrelas.
É meu regaço aquário de sonhos.
Vejo tanto veleiros no meu mar.
Barquinhos flutuam todos cor.
Salta de meu peito a criança.
Essa que mora em mim estava dormida.
Olha suas mãos buscando conchas.
Como são pequenas carinhosas.
Com elas frágeis, vagarosas,
Faz barcos de papel coloridos.
Sopra-os sobre o mar…
Vê-os flutuar.
Diz-lhe seu coração
Que o mar deu ROSAS.
Seu espirito de criança sabe acreditar.

Augusta Maria Gonçalves.  




Barquinhos feitos de fé -------

Nas minhas mãos deixo as boas águas
que da minha própria nascente serão
navegarem barquinhos transportando
a esperança,o sonho e ilusão!

Serão mar de embarcações
feitas de folhas escritas e arrancadas
ao livro onde vou com carinho lavrando
as minhas melhores recordações!

Levarão o melhor de mim
quero mostrar- me assim
navegando em boa maré!

Se a vontade é tamanha
nunca será coisa estranha
os meus barquinhos feitos de fé!

19-09-17 maria g. 




O meu barco de poesia

Levo na minha mão
um barco de papel
e lanço ao mar azul
ele vai á deriva do vento
navega nas águas
dos contos de fadas
a velejar vai procurar
os meus sonhos
nas águas encantadas
leva com ele as minhas palavras
os meus sonhos de criança
sonhos de amor e de esperança
vai seguindo devagarinho
cheio de versos e rimas
é o meu barco de papel
é o meu barco cheio de poesia .

Mila Lopes 





 Navego nas águas da vida
Num mar de imaginação,
Num barco de papel
de luz coada e sentida.

Nos risos da vida
há navegares divergentes,
uns de alegria e magia
outros tristes e impertinentes,

No regaço levo flores
para alindarem meu navegar.
E pássaros ... e andorinhas do mar.

Navegar... Navegar... Navegar
Minha alma se recusa a parar.

Emilia Pedreiro




Imagem a ser interpretada
Terça Feita 12-09-2017

O Outono chegou
Tingiu as folhas das árvores,
que vão ficando despidas.

Há folhas caídas, por este chão que piso.
Há silêncio nas ruas por onde caminho.
Faltam as gargalhadas das crianças.
Faltam as cores
dos sonhos sonhados nas tardes de Verão,
e nas noites em que o calor da ilusão
nos fazia acreditar
que nunca seria Inverno nas nossas vidas.

O Outono chegou,
fechou a porta do calor.
Trancou a janela, por onde saltava o amor.
E a vida, ficou despida ,entregue à solidão.
A flor secou. O silêncio gritou.
A lágrima transforma-se em chuva.
O vento frio traz com ele o medo.
Rouba-nos a coragem.
Faz desta estrada o fim da viagem.

A casa está cheia, mas já não é Verão.
A está cheia daqueles
que com o tempo também partirão.
E, eu olho-me no espelho e vejo o Outono.
Há rugas no meu rosto
Folhas deste meu viver espalhadas pelo chão.
Há medo naquela face
Memórias de quem já viveu
e hoje se deixa levar pela solidão.

Batem-me na porta.
Deve ser o Inverno. Não vou abrir.
Ainda é cedo para ele chegar.
Ainda não aceitei a chegada do Outono!
Já ele quer entrar.
Que vá dar uma volta e regresse mais tarde.
As minhas gargalhadas ainda não adormeceram
e o Inverno vai mesmo ter que aguardar.

Quero que seja Outono,
até o medo me matar.
Quero que seja Outono
Sem nunca me conformar
que o tempo um dia vai acabar...

@angela caboz
Foto de Angela Caboz.




 A PONTE DOS MEUS DESEJOS...

Quis atravessar a ponte dos meus desejos
mas... ó ponte tão insegura...
de pobres e parcos alicerces
tolheram-se os meus passos na desventura
quedei-me só, na margem da amargura.

Um a um os desejos foram caindo
abandonados na senda do seu destino
à derrota se foram entregando
outrora alimentados com carinho
hoje tão distantes do meu caminho.

Porque não me atrevi à travessia daquela ponte
foi tanto o que desperdicei no passado
na outra margem talvez... encontraria...
o desejo mais procurado:
alívio pra um coração magoado.

Aida Maria (Aida Marques) 





 FOLHAS DE OUTONO

Os dias de Outono vêm-se instalando,
com a magia das cores,
a graça da festa da abundância, como primaveris flores.
Das árvores, as folhas pendem sob as rajadas de vento
que emergem, que sobrevêm, subitamente, acalmam,
tranquilizam,
a alegria da paz nos trazem e do amor.
Estação da doce melancolia, tão particular
vem lembrar que o reviver está próximo, mais uma vez.
Sob este sol, não de Verão, mas da maravilha outonal,
as cores metamorfoseiam-se em colorido imenso, intenso,
desta criação.
Todo o conjunto lembra o milagre da natureza, revivendo-a,
o caminhar nos indicando, respeitando-a.

José Lopes da Nave 




 A VIA ESTREITA DA VIDA.

A tarde brilha, tudo se embalana numa brisa suave.
Há no ar o perfume apaziguado de uma despedida.
Deixo que a suave brisa me embale.
Ferida, dói-me a sensação de perda.
Brinca a brisa com as folhas das árvores,
Que caem num desmaio suave.
Porque minha alma está nua.
Não caem as folhas numa melodia de valsa de Satraus.
Se me oferece á visão um caminho de traves e carris solitários.
Aceito o convite de ir por ali.
Firme no percurso.
Vou meditando.
Que é a vida um calcorrear de veredas inesperadas.
Que a vida se veste de estações do ano.
Ontem… Sei lá há tanto tempo fui ninho, festa de primavera.
Depois, num tempo meio perdido na memória.
Fui tórrido verão.
Fui mulher no auge pleno da essência.
Soube fazer amor.
Depois desse amor brotou vida, ou vidas.
E logo fui partilha, entrega, mãe zeladora de outras vidas.
Tão breve chegam os ventos de Outono.
Sopram na memória.
Voam mil aves cansadas rumo ao entardecer.
Reflete-se tem-se o olhar enfeitiçado pelas cores tangereas do poente.
Damos por nós vestidos de cansaço.
Bebemos olhando-nos nos olhos brindamos taças de sumos de amoras e romãs.
Sonhamos com os diospiros que vão rindo em cor.
Depois meu amor temo-nos aos dois.
Num abraço de amor e tempo.
É já inverno.
Buscamos o cachecol de carinhos,
Calçamos as luvas de lã, porque mesmo de mãos dadas.
Amor!
É inverno, fim de estrada e tiritamos de frio.
Só na lareira há chama meu amor.

Augusta Maria Gonçalves





“PONTE DA VIDA”
Nesta ponte da vida
Há folhas amarelecidas
O tempo assim as transformou
Esta ponte
Une uma margem á outa
Existe um poema
Em cada recanto
Em cada camada de folhas
Há flores que desabrocham para o amor
E sorriem
Em cada verso que escrevo
Na ponte da vida
Há um elo de ligação
Existem sonhos por realizar
Amores por concretizar
Tantas coisas para fazer
A ponte atravessa para o outro lado
Mas não sabemos o que nos espera
Se amores se desamores
Se escuridão se luz
Se há sol e luar
Outras visões do mundo
A escolha será minha
Gosto deste lado da ponte
Não me esperam surpresas
Surgem poemas
Mesclados de amor
Vejo-me ao espelho
E sei quem sou
Gosto do que vejo
E sei o que quero
Vou continuar por aqui
Nesta ponte da vida…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





Já caem as folhas
De um Outono ainda por vir
Talvez levem saudades e lembranças
Estas folhas que estão a cair.
Saudades dos que partiram
Dos que nos fizeram sorrir
Dos que para nós sorrisos abriram
E coisas boas nos fizeram sentir...
Lembranças de beijos e abraços
De todos aqueles laços
Tão belos de construir
Talvez por isso sejam tão belas
Vermelhas, laranjas, amarelas
As folhas que estão a cair...
Isabel Susana Marouço




Os sons que vinham d'outro lado
naquela noite clara,
eram folhas caídas no outono
que vinham ao sabor do vento.
Confundiu-me com os teus passos
confesso...
Quis acreditar que fosses tu a chegar
mas não,
eram apenas folhas
vestidas de solidão.
(...) mais uma noite
em claro!

José Maria... Z L 





 RECORDAR É VIVER

Nesta ponte longínqua ate ti
Que em tempos por ela passamos
Foram momentos radiosos
Do viver dos nossos dias
Hoje os teus olhos não vejo
Predomina grande saudade.
Quando a ponte atravessava-mos
Sentia-mos amor e alegria
Pela natureza passeávamos
Tudo para nós era magia.
A água a correr no riacho, pura e límpida
O seu barulhar em consonância
O cantar das cigarras e dos passarinhos
O dançar das folhas ao sabor do vento
Era enternecedor e dava-nos prazer.
Em dias de calor ia muita gente
Para desfrutar o fresco e a beleza da natureza.
Com a chegada do Outono, as folhas começavam a cair
Deixando-a com um tapete de folhas multicolorido
Outras no riacho e outras voando até ao infinito.
As árvores ficavam desnudas, mas não deixava de ter beleza.
No ventre trazia a semente que plantamos com o nosso amor.
Que germinou e nasceu no Outono…
Tu não estavas, tinhas partido para longe…
Tinha-mos prometido levar o nosso botãozinho a atravessar a ponte
Para conhecer o local onde nós tinha-mos sido felizes.
Passando momentos inolvidáveis naquele lugar…
Tal não aconteceu…
Num dia do Inverno seguinte, que mais parecia de verão
O sol estava quente e resplandecia no azul cintilante do céu,
…Tu partiste de nós para sempre.
A nossa ponte ficou mais longe e sem podermos atravessar
Para o outro lado.
Hoje volvidos tantos anos, essa ponte e o riacho deu lugar
A um campo de golfo.
Meu amor connosco tudo o vento levou, ma uma rosa linda ficou,
...Que dá cor aos meus dias e te vejo nos seus olhos.

Rosete Cansado 




Eu

Sinto-me como as folhas caídas deste outono que giram ao sabor do vento pintando a vida de cores quentes.

Guardo na minha mente cada momento do nosso amor
que baila ao ritmo do meu coração rodopiando numa valsa sem fim.

Recordo as imagens os sons o carinho por nós partilhado
enchendo de lembranças o meu ser nesta tarde .

Vivo de sentimentos sentidos e o meu peito se agita e grito
chamo por ti mas tu não me ouves
preciso de ti a meu lado és o meu amor és por mim amado.

Mila Lopes 





Destino-------

Neste caminho feito de tempo
Que lentamente se transformou
O que era vida a florescer...
É Folha caída que o vento ao chão deitou!

Pisamos essas folhas queimadas
No deslumbramento da cor
Que pelo sol foram beijadas
Com excessivo amor!

O tempo leva-nos na doçura
Desses caminhos atapetados
Como alívio da imensa lonjura!

Deixamo-nos ser levados
Para esse ( in) certo destino
Deste viver peregrino!

maria g. 




 Formosa é a paleta da vida
na sincronia e na perfeição.
Linda a poesia sentida
nas folhas espalhadas no chão.

Dum outono ou dum verão
meu caminhar leve e sorridente.
Colho sempre uma bela ilusão
de flores inundadas de vento.

Aromas únicos. Sentires de veludo.
Castanhas e romãs. Algumas uvas
de bago doce e graúdo,
colhidas sob a doçura da chuva.

Tão majestosa é a paleta da vida
seja primaveril,.invernoso, outonal
Labareda ,dum verão sentida.
dum céu da tarde estival.

Um caminho, variadas cores
Uma vida na diversidade portentosa.
Viveres de aromas e cores,
de águas, dióspiros e rosas.

Amo a paleta das cores da vida.

Emilia Pedreiro




 Outono a chegar

O tempo não pára
em breve embarcamos numa nova estação
o Outono vai chegar
e diremos adeus ao Verão.
As árvores vão ficar nuas
e o chão será coberto com um tapete de folhas amarelecidas.
o Sol deita-se cedo
e as andorinhas irão partir.
A temperatura vai descer
o vento vai assobiar
na estação da transformação e renascimento
que todos os anos se junta a nós após o Verão.
No Outono dourado
basta uma pequena gotas de orvalho
para me inspirar a escrever poesia.
Embalada numa valsa de sentimentos
entro na dança dos sonhos
e dispo a alma de ilusão
atrás da montanha da saudade
da sentida e doce emoção
das lembranças guardadas na memória e no coração..
Paula Delgado 




 ATALHOS

Rolam tempos e trabalhos
Pelos caminhos ternurentos da vida
Brechas esvaídas saídas
Das fraldas escangalhadas
Escarpadas e bravias
Cacimbas, nevoeiros e outonos
Como armadilhas convencionais
Propostas a serem ultrapassadas
Passo a passo pela força bruta
E pela fé que jorra da fonte
Que s’ esconde no âmago de cada um!
Atalhos são trabalhos
E talvez sejam redobrados
Os porquês que conferimos
No fio da navalha…
Que nos atrapalha a vista
Da outra banda da muralha
Abrupta e envelhecida
Que sem dizer nada
Se faz aparecida!

Zita de Fátima Nogueira 




Talvez chegues…

Talvez chegues…
Neste leve entardecer
Que suavemente me abraça
E sintas o cheiro das folhas caducas…
Que qual tapete de veludo
Esperam a tua passagem!
Talvez chegues…
E tragas no rosto a alegria
Quando a noite já quer apagar o dia!
Talvez chegues…
E num abraço de carinho…
Não mais me deixes sozinho!
Talvez chegues…
Para que sem medos…
Antes que as folhas caídas
Pelos ventos sejam varridas…
Me possas mostrar o caminho!

Luís Farto





Imagem a ser interpretada
Terça Feira 05-09-2017

Porque há razões que a razão desconhece
porque a vida pode nos tramar a qualquer momento,
porque a solidão pode chegar quando menos esperarmos
é bom ter um fiel amigo.
Aquele que não protesta nem reclama...
Está sempre presente, mesmo quando o negro fato nos
veste dos pés à cabeça, quando
a força é mínima e
não nos apercebemos de nada que se passa à nossa volta,
ele está ali, presente, servindo-nos de
almofada amiga, onde
podemos descansar imunes ao resto do mundo. Mas
também, está pronto para nos defender com unhas e
dentes, contra tudo e todos que se aproximam.
A sociedade talhou-me este fato, vestiu-me de solitário,
amarrou-me à miséria e
abandonou-me: como me libertar?
A vida é tão dura quando todas as portas se fecham,
mesmo tendo o céu aberto para todos.

José Maria... Z L




Dorme amigo...

Dorme amigo...
Que eu estou aqui
Proteger-te-ei do frio e do perigo!
Dorme amigo...
Homem sem abrigo
A quem o mundo virou as costas
Permanecerei alerta
Enquanto descansas
Esperando por esperanças...
De falsas apostas
Dorme amigo...
Melhores dias que hão-de vir
Vão decerto fazer-te sorrir
E eu estarei sempre aqui...
Contigo...
Dorme...amigo!

Luís Farto 





Animais abandonados… e gente a dormir na rua!

Sem casa sem tecto sem nada
O homem deitou-se no chão,
Alheio ao frio ao vento.
Vida na rua tão crua como os sentimentos,
De quem olhava e sentia pena,
Mas nada fazia!
Adormeceu enroscado nele…
Acordou muito quentinho
Sentou-se devagarinho
Uns olhos bondosos
Se riam para ele
A sua companhia!
O seu companheiro a partir desse dia!
Lata no chão…
O que rendesse era para os dois!
Uma festa saltava de alegria
O companheiro de quatro patas
Quando entrava na mercearia,
Agora… achava-se em boa companhia!
Ladrava e lambia agradecido…
Sabia dizer Obrigado amigo!

Fernanda Bizarro 




 ENCONTRO

Na cidade grande perdidos vagueiam.
Os deserdados da vida,
Aos quais o tempo tudo levou.
Teto, amor, o chão vacilou,
Ficaram as memórias.
Ecos de risos.
Farrapos de felicidade guardados no livro rasgado do pensamento.
Na retina do olhar, baços retratos,
Dos que amavam ternamente.
Incondoída a vida, tudo rouba.
Deixa nos deserdados o coração vazio.
Nas solitárias caminhadas, outros caminham.
Igual sorte, ingrato destino.
E ali no cais da vida sem bússola nem alento,
De turvado olhar, olham a imensidão íngreme do tempo.
Até que passa um cão, esse também assustado a vagabundear.
Para, aquela mão que tinha perdido o jeito de afagar.
Toca o pelo húmido, do ser. que dormiu, sob o luar.
Foi um encontro de olhos famintos de ternura.
Se abriu um mágico diálogo de amor.
Confiaram um pouco mais na sorte do encontro.
Partiram partilhando a grandeza de coração.
E nas noites solitárias, dormiam lado a lado, debaixo das estrelas, no empedrado chão.
Porém o inverno caminha, será preciso procurar uma abrigada esquina e ter um teto de papelão.

Augusta Maria Gonçalves.  





 Meu amigo

Na estrada da vida, dolorosa…
O calor que me falta sinto-o em ti,
A brisa que me afaga vem de ti,
Meu fiel, amigo e amado companheiro.

Sem ti a vida não tem cheiro,
Sem ti, a vida não tem cor,
Mas tu, amigo,
És o amor, que não quero perder.
Sei-te comigo dia a dia.

Mesmo que a vida não me sorria,
Dou-te todos os pedaços de mim,
Nunca te esquecerei,
A ti tudo darei, porque tu, meu amigo
És tudo o que tenho,

Nada espero deste mundo tacanho,
Mas tu sei que nunca me abandonarás,
Eu, jamais te deixarei para trás
Amo-te mais que a minha vida.

Por ti, contigo, vivo a cor mais colorida
Do amor incondicional que nos une,
Do calor que sentimos
Pela estrada seca e poeirenta,
Juntos, seguiremos as veredas
Mesmo nos dias de mais degredas.

Sempre juntos nos unimos,
Nossas forças, nosso amor,
Na estrada poeirenta da nossa dor.

Ana Matias  





 Solidão …

Por entre a minha solidão
Encontrei neste “fiel amigo”
Que vagueava pelas ruas
Tão perdido quanto eu
O que há muito não tinha.
Encontrei carinho sincero,
Uma companhia nas noites frias,
Onde o que custa
Não é a chuva, nem o vento,
Mas a solidão e a indiferença.
Não escolhi viver aqui,
Não esperava esta vida,
Mas fui surpreendido pela vida.
Abandonado por quem amava
E atirado para esta rua
Vazia de sentimentos,
Já não esperava nada,
Apenas o fim de tudo.
Mas agora que a vida te colocou
No meu caminho “Meu amigo”,
Não mais te vou largar
Pois és a minha companhia,
E por ti voltei a acreditar
Que merecia existir,
Que merecia ser amado.
Só nos temos aos dois,
Mas dentro de nós vive a riqueza
Que nos vai permitir cuidar um do outro.

Carla Gomes 




“O MENDIGO E O SEU CÃO”
Foges das multidões
Sempre acompanhado com o teu fiel amigo
Escondes as emoções nesses olhos cabisbaixos
Rosto triste e cansado
Olhar desconfiado
Comes quando calha
Vais ao lixo á procura de roupa e comida
Ou às vezes alguém te dá de comer
Mãos vazias e sujas
Mas sempre com um carinho para o amigo de 4 patas
Repartes tudo com ele
Até a solidão
Dormes num vão de escada
Ou numa cama de cartão
Aconchegando o teu amiguinho
É o que te resta da vida
Será que algum dia alguém te amou?
Se preocupou contigo?
Será que algum dia sorriste á vida?
Vida amargurada
Já nada te resta
Vives do passado
Das tuas recordações
A sociedade por qualquer razão
Pôs-te á margem
Olham-te como uma alma perdida
Mas tu existes
Tens alma e coração
És humano
Mas só e triste…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA




No imenso céu iluminado
Que nos encanta e seduz
Nem para todos brilham as estrelas
Nesse infinito de luz!

Há quem no chão faça seu leito
De estômago traçado de fome
Destilando inquietações no seu peito
E já nem sonham quando dormem!

A sombra do céu partilha com o fiel amigo
Que nada lhe pede que não tenha ...
Passar apenas as frias noites consigo!

Debaixo do mesmo lençol feito de céu
Vestem juntos a indiferença...dor tamanha
E sucumbem a desventura que os venceu!!!
 

 maria g. 



AO ACASO

Menino de rua
sem rumo,
sem guarida...
Andando ao acaso
no acaso da vida.

Triste reflexo
da miséria,
da desigualdade
que ainda impera
e rege a humanidade.

Rosa Maria Correia Marques 




 EXCLUÍDOS DA SOCIEDADE

Num dia gélido de inverno
Tiritam dois corações na rua
Despojados de afectos e amor
Desamados com a alma nua.
Num dos corações devastados
A esperança morreu há tempo
O outro sentindo-se amado
Ao seu amigo vai dando alento.
Por vezes preferem viver na rua
Com o amor de um amigo fiel
Trocados são sempre os lençóis
Por caixas de cartão e papel.
A lua companheira da noite.
Lhes vai prestando claridade
Nas ruas abrigo de tantos
Vão vivendo com dificuldade
Já para aquecer o coração e a alma
Nem sempre chega o sol quente
Faltando palavras de amor
Ditas por quem as sente
E assim nas ruas da vida
Vivem chamados de imundos
Quando apenas peregrinos são
Que caminham sós sem destino
Para o santuário da hipocrisia do mundo.

Fátima Verissimo 




 DESABRIGADO

Em qualquer rua tens um quarto
e uma nesga de passeio é leito,
nem o aconchego é a preceito
nem o estômago anda farto.

És apenas um rosto enrugado
com o cabelo desgrenhado,
vestes de trapos, desordenado,
e arrastas o corpo como teu fado.

Apenas mais um desabrigado
que pela urbe é ignorado,
quem te vê e passa ao lado
disfarça desdém e desagrado.

Resta um amigo a teu lado,
abstraído do teu ar despojado
mas incondicionalmente dedicado,
de “fiel amigo do homem” apelidado.

Celso Cordeiro 




A chuva, a neve, desce do céu
Mendigo com fome e frio,
Tendo como seu,,,
O infinito como teto,
Seu piso, é o chão
Se aconchega no afeto,
Vindo de seu fiel cão,,,
Sabe Deus,,, é o melhor que tem,
E restos que sobram de alguém,
Detonam alguma solidão,
Mendigo, caminha e olha,
Por onde passa, qualquer lado
Em sua mente desfolha,
A má sina, em que está
,,,,,,,,, Embrulhado,,,,,,,,
É só ele,,,,e mais seu guia,
Seu cão fiel companhia
Que com certeza lhe rouba,
Um sorriso em todo o dia,,,
Não tem nada,,,e tem tudo,,,
Seu cão se oferece
Como almofada macia,,,
Dentro um coração batia
Ao seu dono que merece
Sentir algo de magia
Enquanto o mendigo dormia,
Á luz das estrelas e da lua,,
Até ao raiar de novo dia,,,
De novo mendigar pela rua...

Arminda...T.G.L... 




 Manuel da Capucha
(Verídico)

Nasceu na Senhora da Lapa
Terras da beira
Um sem abrigo
Manuel da Capucha
De todos conhecido
Quilómetros a pé
Sorriso no rosto
Até dava gosto
Conversava com todos
Amigo do amigo
O cão de guarda
Levava consigo
Não era pedinte
Mas todos lhe davam
Uns trocos a jeito
Das crianças guardião
As encostava ao coração
Embaladas adormeciam

Os pais que dançavam no arraial
Nem acreditavam
Na cumplicidade
De homem e menino
Não havia em si nenhum mal
Apenas o aspecto descuidado
De quem dorme ao relento
Se perde do tempo
Sem idade conhecida
Manuel morreu
Num dia de Verão
Mas permanecerá para sempre
Na lembrança de quem
Ao seu colo chorou
E com o seu canto
Se calou ....

Anabela Fernandes 




 Mundo imundo

Jogado na calçada
o cão é seu companheiro
anda sujo e é maltratado
é muita crueldade
é o seu destino
ou será que é a sua sina.

É triste ver muitos seres humanos assim
deitados na sarjeta
pobres coitados vivem de nada
e quem passa por eles
não sabe o que lhe aconteceu.

Quem passa na rua nem olham
ou ficam indiferentes
será que cometeram algum pecado
ou foram muito mal tratados
pela nossa sociedade .

Eu não sei o que aconteceu
com estes podes coitados!
Tu também não sabes!
______________________

E eles? O que sabem!
________________________

Muitos perderam a memória
outros foram abandonados .

Que triste vida a deles
são seres humanos
mas são humilhados e maltratados
somente os animais os acompanham
e se deitam com eles na sarjeta-
_______________________________

Quantos pecados e maldades há neste mundo imundo!

Mila Lopes 




 HAJA AMOR…

Espargem pelas ruas da cidade
Cabeça baixa, tristes e solitários
Isolados do mundo que os marcou
Não têm abrigo, apenas o chão
Muitas vezes doentes com fome
E sem pão.
Vestes são poucas, tiritando de frio
Em dias de chuva, dormem molhados
No outono dos seus dias, sem amor e sós
Pessoas que passam e nem são olhados.
Amigos são poucos os que se abeiram
A humanidade é pouca e nem sempre chega
Se um fiel amigo de quatro patas
Que se encontra nas mesmas condições
Sente e cheira alguém que lhe faz uma festa
E no seu cheiro sente cumplicidade
Fica do seu lado para toda a vida
Sempre protector faz-lhe companhia
Os dois se tornam amigos inseparáveis
E as suas vidas começam a ter mais alegria.
Uma amizade fiel que se for preciso
Um cão amigo, lutará sempre pelo seu protector
Dando até a própria vida para o salvar.
Neste mundo conturbado, devia haver mais respeito
Por aqueles que perderam o rumo do seu viver
E pelos animais, são seres vivos como nós
Que amam e sofrem como um ser humano
Por vezes só falta falar.
Que haja humanidade para todos os que vivem
Nestas condições…Haja amor…

Rosete Cansado 




 Amor precisa-se

Quantas almas estendidas no chão

Lágrimas como se fossem água
Desespero como se fosse um naco de pão.
Flores olividadas Sem pretensão
como se fossem ninguém.

há um cão ás vezes, um rafeiro sujo, faminto
e abraçam-se as almas num sentir comum.

Mas que mundo é este sem amor nenhum?
Onde chegará a mente humana
onde a indiferença é nossa pertença!

Chega! Diga não ao desamor e à prepotência.

Amor precisa-se! E o mundo ruma ao abismo.
Precisa-se reaprender o amor, a mais bela flor.

Emília Pedreiro






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 11-07-2017

Caminhando vou andando…
Entre frestas e atalhos
Abrindo trilhos nos cascalhos
Carrego a minha integridade
E tudo o mais que você queira
Mais a intriga que se diga
No dizer que me fustiga
A vida me fez “desigualdade”
Desde a minha tenra idade!
Entre a meia e a vida inteira 
Resvalei na palavra bastarda
Esta que me leva pela albarda
Gritada desaforada
E eu que não m’ atraso
Caminhando vou andando… devagarinho
Lamentando os trilhos do meu caminho…
Parei no tempo, fui ultrapassado
Pelo motor que corre veloz
Trocaram-me agora o destino
No dizer que me fustiga
Ser burro é bem… atroz 
Que o homem já só me quer
Quando está desesperado
Assim como que empurrado
Pela leva de pouco dinheiro
E faz de mim boneco besteiro
Doutros tempos carreteiro
Noite e dia, o tempo inteiro!
Zita de Fátima Nogueira.




A diferença
Há muitos, muitos anos atrás,
era eu ainda criança
já olhava para aquele rapaz
com alguma desconfiança
Á minha mãe eu perguntava
na minha santa ingenuidade,
porquê na escola ele não andava
se era um miúdo da minha idade.
minha mãe lá me explicava
com uma certa sobranceria
aquela familia não se comparava
a nenhuma outra que por ali havia
eram pobres e ciganos
votados ao ostracismo,
hoje depois de tantos anos
a palavra certa era racismo
com o ranho a cair do nariz,
pé descalço na pedra fria,
corria pela rua feliz,
no rosto manifestando alegria
mãos sujas de brincar na terra
do lixo fazendo brinquedos
sonhava ir p´rá guerra
para combater os seus medos
de burro e carroça se deslocava
ele, a irmã e seus pais
saia de manhã e á noite chegava
cansado, já sem poder mais
Hoje a situação está alterada
as regras parece que mudaram
já não andam de carroça na estrada
e ás favas a pobreza mandaram
não quero levantar falsos testemunhos
nem dizer algo que não possa provar
mas não foi com a força dos punhos 
nem honestamente a trabalhar
assim como o tempo foi passando
o cigano mudou e cresceu,
não sei como nem quando,
mas agora o cigano... sou eu!

Luís Farto



Se quero ver
O amor meu 
Pego no burrito 
E lá vou eu....
Canta Vitorino...
Mas este burrito,
Parece cansadito 
Ele puxa a carroça,,
Sem fazer manguito...
Tenho pena 
Deste burrito,
Tem um ar triste,
É tão pequenito...
O dia para ele
Deve ser infinito 
,,,,,, Coitadito,,
,,,,,, Ainda,,,,,,
Precisa da mãe 
Para fazer 
,,,,,De cavalito,,,
Teria mais força 
Se fosse,
Mais grandito
Mas não é burrito 
Que puxe uma
,,,,,,, Carroça,,,,,
Tenho dito...

Arminda.T.G.L...



REGAÇO DE AMOR.
Sendo já mulher madura. 
Me apraz o ser criança. 
Gosto do mar das estrelas. 
De correr pelas areias. 
Gosto do vento que dança. 
Gosto ver as crianças. 
Num sublime brincar. 
Haja festa. 
Haja circo com palhaços, e magia. 
Haja um cortejo de animais.
Tratados com cortesia. 
Haja um burrinho já velho. 
Que usa um chapéu de palha. 
Puxa manso a carroça.
Cheia de balões e tralha. 
Os meninos aplaudem. 
Ele inclina a cabeça. 
Gosta de palmas de festas.
Já é velho coitadito. mas a vida dele é festa. 
E uns torrões de açucar sempre há quem lhe ofereça.
E lá no jardim zoológico. 
Se abram de par em par. 
As portas para a criançada. 
Poder um pouco aprender. 
Os bichanos visitar. 
Assim é bom ser criança
Para elas haja sempre, 
Jardins, rios, girassóis. 
Segredos de mil sementes. 
Avós que histórias contam. 
Regaços cheios de amor.
E vozes que lhes soprem alto. 
Tu CRIANÇA!
PURA FLOR, ÉS A PROMESSA DE AMOR.

Augusta Maria Gonçalves.



Imagem a ser interpretada

Terça Feira 04-07-2017


TECLAR A VIDA.
Um continuo ato de representar. 
Ontem deixei esquecida ali aquela máscara. 
A que de risos me alindou. 
Fui sopro de vento, 
Fui riso, fui flor. 
Menina de chapéu tão alindado. 
Garrida princesa… 
Talvez borboleta de flor em flor. 
Mas, gastaram-se as asas. 
O tempo expirou, 
A máscara ficou lá no passado. 
Olhei de frente a vida, era já verão. 
A máscara era diferente, 
O amor batia no peito, 
Oh! Ilusão de vida partilhar. 
Foi efémero o tempo da procura, 
A máscara era de sol rendas e sorriso. 
Aportei no cais desse peito amor, 
Ganhamos asas, tal como condor. 
Atingimos o céu, foi viver em pleno paraíso. 
Mas a vida é um poema alindar, arte e vontade é preciso. 
Fazer do dia a dia, passos de dança, 
Poemas de amor, 
Belas sonatas. 
É arte! Eu sei que a vida cansa. 
Mas perseverante caminhamos. 
Nas teclas deste chão. 
Nem mi nem dó. 
Só a plena certeza de querer amar.
Sob este palco, onde cada ato é viver. 
Soltando notas decoradas, de risos vivencias mil memórias,
De todas as máscaras, guardadas. 
Nos patamares de vida empoeiradas. 
Hoje somos melodias, na memória meras datas 
Das sinfonias mais ousadas, 
Onde entoa um piano plangente entoa,
Risos e desejos, notas gastas. 
Entoam na memória passos leves de dança, 
Cantam-nos no peito rios de doçura amor. 
Escutamos ainda mil sonatas.
Augusta Maria Gonçalves.



Deixa-me adormecer
e sonhar!
Que tocas para mim,
uma doce sinfonia
composta em harmonia
a compasso do meu coração
batendo de paixão!
Deixa-me sonhar
que o sonho se materializa!
Que me encontro a teu lado,
sentindo a nossa música
ainda que tocada
no velho piano da sala
desafinado!
Mas que importa...
se o que sinto
faz cantar a minha alma
num sonho sonhado!
Não me acordes ...
deixa-me sonhar!

04-07-17 maria g



PÉS DE MÚSICO
Nos teclados do piano,
nos fundimos numa melodia
de amor, tocas tu toco eu,
a música eleva-se pelo ar.
Tantos sentimentos à flor
da pele, tanto amor a despontar,
tu e eu vamos nos amar.
Até com os pés podemos o 
piano tocar e o seu som
leva-nos para um mundo
onde só sabemos amar...
Pés de músico sabem o valor
que a música tem, tanto faz,
a dançar como a tocar ...
Pés de músico são únicos,
em qualquer forma de arte.
Com os pés se toca, se dança
e , até se pinta, tudo faz parte 
da arte de bem tocar, dançar ou pintar.

MARY HORTA 



BAILANDO EM NÚVENS
A luz reflectia-se em teu rosto
como em imagem mágica,
enquanto bailávamos,
a compasso da musicalidade das notas
vibradas.
Teu abraço que me envolvia,
enlaçado,
me agradando
meu prazer sentindo,
te querendo.
No salão, vislumbrando
te vi abeirando,
me deslumbrando,
meus sentires aumentando.
Flor de lótus que me floresceste
asinha, me ofereceste
promessas de amor,
em gaivotas a par voando
em mar azul.

José Lopes da Nave



“MUSICA E DANÇA”
Musica e dança se completam
Na dança há graça e movimento
Há paixão e flexibilidade
Gestos leves e puros
Jogos de corpos é melodia
Sem música a dança não tem sentido
A música tem poesia
Tem alma
A música fala por si
Um par dançando
Beleza etérea
Seus corpos têm magia
Se tocam
Se afastam
Se amam na dança
A música continua a tocar
Eles rodopiam embevecidos
Estão noutro mundo só deles
Dançam a sua arte
Está dentro deles
Fazem do mundo um momento único
Aqueles acordos fazem vibrar
A alma de quem ouve
A dança e a música
Dois corpos num só
Dançando sem parar
No seu mundo…

“BRASA” MAGDA BRAZINHA



COM MIL SORRISOS

Pés desnudados
Que por cima da musica
Flutuam...
Descalços...
Em cima
Das teclas de um piano
Vão-se soltando
Num bolero
Ou num tango
Musica...
Que a cada nota
O coração vai dançando
E uma grande paixão
Vai -se despoletando
E se solta
Numa dança
Onde a subtileza
Dos 'pés se fazem notar
E os sorrisos?
Tão belos de encantar
E a mudança no olhar
Que a cada dança
Lançam...
Mil sorrisos
E a dança 
Que é de amor
Continua sem parar
E de par 
Em par
Continuam sem parar
De dançar
Com mil sorrisos
E um só coração
Cheio de amor
E paixão
Nesta dança
Que encanta
Nestes momentos
Precisos...
Com emoção
Nesta dança
De mil sorrisos...


Alfredo Rodrigues Batista



DOCE MELODIA
Meu corpo tuas teclas
Que tocas sem parar 
Q' ual piano no seu tom
Toca amor que é o teu dom
Segue a tua partitura 
Semi breve ou semi fusa 
Vem amor não sou intrusa
Sou a orquestra da tua vida
Tu maestro que diriges
A mais doce melodia
Faz de mim eterna dança 
Sensual e apaixonante
No teclado que tu tocas
Nossas mãos uma aliança
O olhar tão penetrante 
Me embala neste instante
Uma música de Chopin
Meus lábios de carmim
O desejo de tocar 
Se apodera de mim
Os dois então unidos 
Na sinfonia do amor
Ouviremos os acordes 
Vendo a lua beijar o mar
Nós rendidos a amar

Anabela Fernandes




DANÇANDO A VIDA
Pés nus dançando vão, num bailado,
Que pelos dois se vai, fazendo assim,
Com música e dança, efectuado,
A vida a dois, será que chega ao fim?
Vejo só hoje a pouca, tolerância,
Nos casais, onde devia haver amor,
Ao menor incidente, sem i`portância,
Vão discutir, causar em ambos dor.
Assim são hoje em dia, as relações,
Dos jovens, nesta nossa sociedade,
Felizmente, também há excepções,
Existindo amor, que é de verdade.
A vida a dois será, um mar de rosas,
Ou poderá então, ser mar de espinhos,
Se essas relações, tão amorosas,
Resolverem seguir, por maus caminhos.
Um conselho de graça, vou eu dar,
Aos que quiserem ler, este poema,
Para o amor a dois, não fracassar,
Amar! Muito amar! É esse o lema.

António Henriques 




Ouço tua melodia
a florir dentro mim,
Cada pauta é um sinfonia para meu coração
Te guardo na minha alma com devoção
Em meu pensamento te vou degustado 
numa saudade de te poder presenciar...
A musica entre em mim como vento sopra em seu infinito
meus pés deslocam-se do chão
sobrevoando sobre a imensidão do oceano
te desejando abraçar, acariciar
sentir a tua pele
numa inquietante miragem de te poder amar
Ouço a tua melodia
que me faz dissolver
entre o imaginário o sonho
e a angustia de te ter um dia.

Sónia Pinto



O SOAR DE UMA CANÇÃO
O soar de uma canção
No confiscar da ilusão
O deslisar de um som
Batido no mesmo tom
Rasado rente ao chão
Um chamado de atenção
Trauteado na perfeição!
De ruído pertinaz
Não se descura a sensação 
Depura-se o sentimento
Emergido… qual tenaz
Pela rua em crescimento
O poder e o talento
Brotados do coração!
O poder e o talento
Brotados do coração
Executados com amor e fé
Apurados na ponta do pé
A fracção de um momento
Entre o ser e uma visão 
Baila no ar uma canção!
Caminhando não m’ alheio
Do qu’ encontro no passeio
Não é um mendigo perdido
Nas abas d’ um pedido
São as notas soltas d’ um piano
Despidas de quanto é mundano
Surgidas de talentos… destemidos!

Zita de Fátima Nogueira




Música e amor
Eu sinto-te no meu corpo 
e nas teclas do piano 
que não paramos de tocar 
juntos tocamos e dançamos
a dança de amar
e nunca cansamos. 
Contigo eu vou a qualquer lugar 
gosto de sons de música de embalar
e só contigo eu me consigo soltar . 
Tu tocas eu toco embriagados de amor 
ambos tocamos com ardor
os meus cabelos soltam-se 
parecem que esvoaçam como o vento.
Tu ____ excitas-me tocando piano 
e sei que é para mim tocas!
E nós dois não precisamos de palavras
para saber o que ambos sentimos.
_______________*_______________
Só nós sabemos o que vai na nossa alma 
só nós dois sabemos os nossos desejos.

Mila Lopes



A minha pauta
Escrevo uma melodia.
Sair, a nota não queria,
E a dificuldade aumenta,
Pela Dó quis começar,
Não tem nada que enganar,
Mas se não sabes, inventa.
Ré, é a segunda nota
Que na igreja é devota,
A Mi, vem logo a seguir.
Sem contar aqui com a pausa,
E vão três das sete em causa.
As outras, vou definir.
Estão numa Clave de Sol,
Depois de um Lá bemol,
Entoei a nota Fá,
Foi assim que consegui,
Sem Dó, em cima de Si,
Duplicar a nota Lá.
Mantive o Dó sustenido
P´ra fazer algum sentido,
E marcar os andamentos,
É uma melodia infinda,
Mas não acabada, ainda,
E sem usar instrumentos.
Vou apôr umas colcheias,
Que parecem notas feias, 
Nesta pauta aqui descrita,
Ai, se eu soubesse cantar-me,
Haveria de arvorar-me
A cantá-la na mesquita.
Experimentem numa flauta.
Nas cinco linhas da pauta,
Lê-se Mi, Sol, Si, Ré, Fá,
Nos intervalos das linhas,
Fá, Lá, Dó, Mi, aí tinhas.
Experimentem que dá.
Só falta quem a conduza,
Saiba ler a semifusa,
E a semibreve também.
Se esta música vingar,
Bem ou mal, quem a cantar,
Há-de ouvir-se no Além.
Vicente Faria.

©Reservados os direitos de Autor.




Imagem a ser interpretada
Terça Feira 26-06-2017


REFLEXO DE ÁGUA
Nada mais belo que ver as transparências. 
Olhar enternecida o céu que se passeia num rio claro. 
Ver as aves de cristal que rasgam as águas num voo simétrico de asas. 
Ser a tela profunda das árvores recortadas no reflexo das margens. 
Ter alegria que nos borda o olhar, ao contemplar. 
Quisera eu ser ave, ou folha leve, 
Quisera eu ser luz na tona d’água. 
Quisera eu ser como as aves pura e leve. 
Quisera eu ser a brisa suave. 
Quisera eu, tudo quisera. 
Sou apenas a que se apaixona, 
Por margens límpidas e cantares de água. 
A que vendo sua sombra refletida. 
Se despe de toda a roupa que a veste. 
Se vê renascer renovada para viver. 
Em comunhão com a natureza. 
Já não sabendo se é flor, miragem, 
Ou escultura de cristal que emergida ressurge em límpida água. 
Quisera eu, quisera tanto.
Augusta Maria Gonçalves.




“REFLEXOS”
Em cada flor um reflexo
Em cada reflexo um mundo
Se sorrires para o reflexo ele sorrirá para ti
Em cada estrela refletem-se imagens
Procuro-te no reflexo de mim
A nossa conduta é o nosso espelho
Chamo-te…Vem…
Não digas nada
Abraça-me só
E deixa que o amor se reflita
Nestas águas profundas e belas
Em cada reflexo, reflete-se a maré cheia
Aqui mora a dor e a mágoa
O amor e a saudade
A magia toma conta da escuridão
Chegas…
Abraças-me ternamente
O sol reflete-se na nossa imagem
Olho o nosso reflexo ofuscado
As águas não podem levar o amor
Não se renovam
Mas eu…
Tenho de me levantar
Renovar o nosso amor
Deixar que o vento que passa
Deixe o nosso reflexo limpo e sereno
Quero ser o teu reflexo
O reflexo de nós
Olho o nosso reflexo
Os dois abraçados
Parecendo um só…

“BRASA” MAGDA BRAZINHA



DESTINO EM REFLEXOS
Numa porta espelhada
Vi o reflexo do meu destino
Um fado triste cantava
Tinha que fazer esse caminho.
Dois anéis num dedo só
Que me fizeram tremer
Meus olhos reflectidos ficaram
Momento que nunca vou esquecer.
Olhei em meu redor
Um arrepio pelo corpo senti
Um anjo que na sua cama dormia
Foi por ele que me afligi.
Veio depois a confirmação
De mágoa e dor eu sofri
Momentos longos de desespero
Em retalhos ficou o coração
Daquele reflexo que tudo levou
Ficando na mais fria desilusão.
A vida antes sonhada
Ficou para sempre desfeita
Não foi uma névoa que passou
Mas sim uma visão perfeita.
Muitas vezes na água do mar
Reflexos dos nossos corpos juntos
Na memória da doce juventude
Só em sonho são reflexos profundos.

Rosete Cansado



Unidos
Eu procuro-te no mar 
que absorve a luz dos meus olhos 
que se reflecte no meu coração
o sol já se pôs lá no horizonte 
a noite chegou devagarinho
e eu vejo-te ao longe .
Tu! …
Caminhas tranquilo na areia 
eu observo o teu corpo moreno
reflectido na água .
De repente estás ao meu lado 
bem pertinho de mim
puxas-me para ti com carinho
e as tuas mãos percorrem
o meu corpo de mansinho .
Juntos voamos numa dança de sedução
amamo-nos sem pressa e sem pudor .
E unidos!...
Alcançamos a lua e as estrelas
E depois de nos amar-mos
corremos nus de mão dada 
pela areia da praia molhada .
____________*__________
Juntos sentimos sensualidade
juntos sentimos serenidade.
_ Tu és meu e eu sou tua __

Mila Lopes





Alongam-se as sombras

que o sol no espreguiçar

do cansaço de mais um dia,

ainda faz refletir no espelho d'agua,

ondelada pela brisa da tarde!

Fixo o meu olhar nesses reflexos,

procurando nos contornos

o que resta de mim,

mas os meus olhos...

não me reconhecem na imagem

de tão desfocada!


28-06-17-maria g.



Contrários...
Faz de conta
Um mundo imaginário
Onde tudo é ao contrário
Faz de conta e imagina
Que o frio... é o calor
E o ódio...o amor
Que estar longe... é estar perto
E o errado...afinal é certo
Que a mentira... é verdade
Que falar... é liberdade
Faz de conta
Que a guerra...agora é paz
Não conseguir... é ser capaz
Que a tristeza... é alegria
E a tempestade... é calmaria
Mundo onde o não... é sim
Do impossível... possível...enfim
Fazer do mal...um bem real
Um mundo temporário
Onde tudo é ao contrário
Faz de conta e imagina
Um mundo de fantasia
Em que tudo é poesia
E podes brincar assim
FCJ

Fernanda Carneiro Jacinto




Imagem a ser interpretada
Terça Feira 20-06-2017


Nesta noite imensa
em que caminho mais só que nunca
sinto toda a devastação que meus olhos podem observar
neste cenário de dor e profunda tristeza!
Sinto a alma de negro vestida
como negros são os esqueletos destas árvores
que ainda à pouco pintavam de verde toda a natureza
e agora decepadas e de luto vestidas!
Nesta noite não há luar...
nem estrelas para me guiar ...
só as sombras da tristeza no meu olhar!
Vou esperar por um novo dia 
por um novo amanhecer...
que das cinzas possa a vida renascer!
20--06-17. maria g.





SEI-TE PERTO

Quando sigo sem destino e sem rumo 
 Desliza-me o pensamento
 Pelo tempo do sofrimento ido!
 Sacado de mim fora o poder da tua visão
 Deixando-me à deriva 
 No mergulho que lamento…
Não sei se sofro… não sei se amo!?
 Entre o amor e o ódio… 
Declaro-me atónito 
 Caminho no silêncio das palavras vãs
 Reboladas sobre chãs desertificadas!
 Sei-te perto
 Ah se te sei! Tanto na dor como na incógnita!?
 Foi-me dado rescaldo da tua imagem
 Extasiada… conformada
 Parada nas palavras proferidas
 Entre auréolas e arabescos d’ energias
 E ondas parabólicas… 
Tenho-te no meu amparo… 
Tacteio-te no nada que me sobra
 Resignado à tua sombra e ao teu lembrar
 Caminhas comigo lado-a-lado
 Inseparável dos meus lamentos!
 Não te afastaste da minha escuridão
 Continuas aqui
 Guias-me e abres-me o caminho
 Para que eu possa sentir
 A liberdade da minha solidão!
 E esta liberdade será sempre a minha gratidão!


Zita de Fátima Nogueira



NÃO SEI ...

Não sei onde estavas estavas escondido
 Perdido talvez num caminho sem norte
 Á mercê da tua sorte...entre sonhos e desilusão
 Foste marinheiro em águas agitadas
 Mas no mar do teu prazer és doce sensação
 Vieste...sem eu sequer pensar ...entre ser e o não ser...foi uma lufada de ar fresco
 Absorvi a tua calmaria e o pulsar do coração
 Bebi desse teu mel em boiões de prata 
 Nesta sede que me mata...
 Sinto a brisa refrescante da árvore da vida
 Dos ramos que fortaleceram neste tempo que nos faltou
 Voaram as palavras feito pétalas na tua direção
 Soprou o vento fez remoinho e me segredou
 O que o silêncio não cala a voz se faz ouvir
 Agora quero desnudar esse olhar de águia presa
 Ver brotar a água límpida e cristalina na represa 
 Molhar os meus olhos e retirar a poeira do passado
 Seguir o caminho certo onde o Tejo se faz mar de amar
 Nesta contemplação ter a certeza que tudo será um ponto final.

Anabela Fernandes 




DISTANCIA

Entre a lonjura e o medo. 
 Entre o céu e o fogo. 
 Olho para trás, 
 Rastos de lágrimas entre as cinzas. 
 Os gritos são mudos. 
 O céu toldado. 
 A natureza é rescaldo e fumo. 
 A paisagem o negrume, o sol agonizante. 
 Já não há água fresca nos caminhos. 
 Só lágrimas. 
 Calam-se os sinos
 Arderam os campanários. 
 Recolhem-se os restos mortais quase inumanos já. 
 Pranteio. 
 Pois aqueles que tombaram eram amor. 
 Pais filhos avós… 
Não cabe já neste povo tanta dor. 
 Mas… vida é caminho. 
 Mesmo com o céu turvado preciso é prosseguir. 
 Libertos já os olhos de cristais de sal. 
 Vemos lá na lonjura o novo dia, 
 Vamos com coragem. 
 Ergamos de novo os caminhos, 
 Árvores semeemos. 
 Sobreiros, não só eucaliptais e pinho verde. 
 Talvez este chão renascido em verde sobrado, 
 Resista, ao fogo, tenha mais dificuldade, 
 Em se atear e tudo arder. 


Augusta Maria Gonçalves.



TEU OLHAR

No teu lindo olhar……O amor é o tema
 Que quero cantar ……Neste meu poema
 Que tem teu olhar……Que me dá paixão
 Que me faz penar……Minha maldição
 A ele eu anseio…… A ele tenho amor
 Por ele eu receio ……Sucumbir de dor
 É raio de luz……É pura atração
 É a minha cruz…… Minha perdição
 É o teu olhar……Principal razão
 De amor brotar……Do meu coração
 É flor sem abrolhos……Doce encantamento
 Os teus lindos olhos ……São o meu tormento
 Na estrada andando …… Solitário, estou
 Em ti estou pensando …… Não sei p´ra onde vou
 De ti eu não esqueço ……Facilmente assim 
 Por isso te peço …… Volta para mim
 Quero teu olhar ……Que me faz viver
 Quero-te amar……Teus olhos beijar
 Por eles me perder!


António Henriques




“ O MEU CAMINHO”
Sigo o meu caminho
 Aquele traçado para mim
 Entre vales e quimeras
 Entre sonhos e olhares
 Sou exatamente como fui
 As atitudes mudaram
 Mas a essência continua
 Amo quem amei
 Não esqueço quem me amou
 Tenho saudades infinitas
 De quem partiu
 E se perdeu no caminho
 E de quem ficou
 E não se encontrou
 Espero o tempo que passa
 Afinal o que é o tempo?
 A eternidade
 É só mais uma estação
 Fui esquecida
 Nesta curva do caminho
 Fiquei nesta paragem
 Sem imaginar que te ia conhecer
 Conheci-te
 Aconteceu
 Ainda estou contigo
 Para viver e amar
 Renasci das cinzas
 Na vida tudo passa
 O tempo voa
 Mas eu vou ficando
 Eu…E tu…
Seguimos o nosso caminho…

 “BRASA” MAGDA BRAZINHA 




TRISTES PENSAMENTOS

E tudo se desfez num monte de cinzas
 num lume agora apagado
 mas que é chama ainda acesa
 na tua memória ó homem
 pois perdeste quem te amava
 Que mais terá a vida para te dar
 senão uma mão cheia de nada
 Daí porque apegado a tua sombra
 hirto aí te manténs
 esperando que na olhada celestial
 encontres um milagre
 para o teu estado de alma
 Mas...
 caso este céu assim não queira
 que seja condescendente
 e te borre da memória
 estes tristes pensamentos
 que te acompanham a cada passo...


Eduardo Schultz



QUANDO...

Tanta terra amargurada
 tanto caminho sombrio
 tanta árvore despedaçada
 tanta desolação neste estio.

Mas se a natureza é terra morta
 ao ser atingida por tragédias
 a sapiência da vida dá a volta
 e a esperança renance todos os dias.

Se a solidarirdade humana
 se unir com reciprocidade
 então não vai haver trama

Quando o homem quer e ousa
 um bem maior germina
 e o coração generoso se anima.


Fernanda Santos 





para onde vais ...?
 seguindo a estrada de cimento
 tão pisada pelos Homens 
 tão sós e tristes, vestidos de igual
 os mesmos gestos, as mesmas
 palavras decoradas na imbecilidade 
 de nada saber, nada ser...
 para onde vais...?
 desvia os teus passos e sente
 algo diferente, as árvores chamam-te
 tão solitárias, sem aves nos ninhos
 secos de solidão. ...
 fica e semeia flores, deixa nascer
 as estrelas e dorme embrulhado
 na doce verdura perfumada
 fora desse caminho de poeira,
 sacia a sede num riacho
 de frescas águas e contempla 
 a beleza azul num sonho
 entre o sono e a paz
 ...
 para onde vais...?
 torna-te deus na tua essência
 foge, enquanto podes, 
 da escravatura humana e do poder
 constrói o novo caminho na natureza
 fica na terra e aprenderás a liberdade
 ...


Ana Cristina Macieira





Caminhos …

Não sei para onde vou
 Não sei se quero ir
 Perdido não estou
 Mas tenho medo
 Que ao chegar não saiba…
Ou não queira voltar…
Inóspito caminho este
 Que me leva de Sul
 Para Leste
 Empurrado pelo vento agreste
 Deixo-me levar
 Pela brisa de cheiro a jasmim
 Pelo teu perfume que chega até mim
 E num oásis de miragem
 Sacio a minha sede
 Bebendo a tua imagem
 Talvez me perdoes um dia
 Até lá… 
Recorda-te de como nos amámos
 Recorda o caminho que juntos partilhámos
 Que juntos caminhámos 
 Onde e porque nos separámos!


Luís Farto




Imagem a ser interpretada 
Terça Feira 13-06-2017


MUNDO!
Terra e água, tanto e tanto. 
Sonho lonjuras, desejo conhecer, ser constelação adornar noites. 
Ser alguém que teve a ventura de ir de lés a lés. 
Olho, divago, perco-me na sede de infinita lonjura, 
Aproveito o espaço do sono, 
Para velejar num mar sem ondas. 
Quantas vezes aportei em cais de pedras, 
Percorri paredões suspensos no nevoeiro. 
Por mais que queira dizer estive ali! 
Nunca sei o nome. 
Viajo na ilusão… 
Visto-me de cores garridas pinto as mãos de açafrão. 
Provo as especiarias da India, do Oriente, sou penas a poeira de um outro lugar do mundo. 
Fui impelida no sonho pelo sopro do vento. 
É a vida a minha viagem nunca começada, 
Porque para aportar nos mastros de todos os navios, 
Preciso de asas. 
Me resta a pena com que escrevo. 
E as tintas que macero das pétalas das flores. 
Choro o desencanto de tudo que não conheço. 
Com lágrimas de desalento, 
Carrego léguas e léguas de lonjura na memória. 
Tão vasto é o mundo.
Augusta Mar. 




Por esses caminhos...
 feitos de tanta terra e mar,
 faço a minha viagem
 sem fim à vista,
 sem saber como ...
 e quando chegar!

Vou colhendo o encanto...
 de cada momento,
 que guardo na memória!

Pedaços feitos de nada...
 mas... que são a minha história!

Mas...
 na janela dos meus olhos
 dilui-se o deslumbramento,
 envolvido por uma névoa densa!

Perante o muito ...
 que me atormenta,
 e é tanto... que esta mágoa
 fica suspensa...
 no meu pensamento!

E já longe nesta viagem
 que faço andando
 tecida de alguma coragem
 conjugo o seu balanço!

As grandes e pequenas coisas
 e o demais... que não escolhi,
 foi destino que se cumpriu...
 em tudo que então vivi!


13-06-17- maria g.




BOLA DE NEVE

Vira-se o mundo ao contrário
 Num ápice de segundo
 Guerras e tempestades
 Fome e maldades
 Ganância e traição
 Tantas as variedades
 Neste mundo sem regras
 Se abre o jornal...algo vai mal
 No noticiário...mais um missionário
 Que morreu entre tantos

Mas nem tudo é só dor
 Também há o amor
 A liberdade de expressão
 O mar e a natureza 
 A riqueza de alguns 
 Na paixão que salta á vista 
 Vem até na revista 
 Tanta informação

O mundo é uma bola de neve
 Cresce e se desfaz
 Em algumas horas más
 Num tempo sem tempo
 Tudo está em movimento
 Eu vivo cada momento
 Procurando meu rumo
 Sentindo o apelo
 Deste amor á poesia 
 Apaixonada pela vida
 Parto e regresso 
 Sempre de seguida


Anabela Fernandes



“O MEU MUNDO”
O mundo gira sem parar
 É um turbilhão de sonhos
 Mas o meu mundo
 É a minha casa 
 O meu mundo és tu
 Se me faltar o teu mundo
 Ficarei perdida
 De ti e de mim
 Um dia pensei correr mundo
 Mas tu apareceste
 E foste o meu mundo
 Janelas que se abrem
 Portas que se fecham
 Caminhos por esse mundo fora
 Cabe-nos a nós escolher
 Deixei o mundo virar ao contrário
 Escolhi-te a ti
 Mudei o meu conceito de vida
 Nada me diz conhecer outros mundos
 O meu mundo está no nosso quarto
 Na nossa casa e no nosso amor
 Se calhar o meu destino
 Teria sido diferente
 Mas não me importo
 Mudei de planos
 Já não escrevi aquela carta
 E fui correr mundo
 Não me fechei numa garrafa
 Há sempre um motivo final
 Espero ter acertado no meu mundo
 Não tenho inveja de quem conhece o mundo
 Saì da garrafa
 Conheci o teu mundo
 Portanto…
Somos o nosso mundo
 Tu e eu…

 “BRASA” MAGDA BRAZINHA




UM SENTIR

Viajei no tempo para te encontrar,
 doce quimera dos meus sonhos
 que deleitas meu ser, meu estar
 nas delícias de amar.
 Cruzei-me com as estrelas
 desejosas do teu brilho
 me indicando, no rumo,
 o caminhar ao teu encontro.
 Mas, quem pode dizer 
 para onde vai a estrada 
 e para onde e como vão os dias decorrer?
 Apenas o tempo. 
 Quem pode dizer que o amor cresce, 
 conforme o coração escolhe? 
 Quem pode dizer, 
 por que a alma suspira, chora 
 e a noite guarda em nossos corações, 
 deixando-nos navegar para longe, 
 à descoberta? 
 Um sentir!


José Lopes da Nave



Entre sonhos e brumas viajo
 Num querer meigo,
 Num desejo antigo.
 Viajo... entre o sonho e a realidade,
 por continentes diferentes,
 e mares muito, muito navegados,
 pelos heróis de nossa história,
 Numa luta pela Vitória.
 Entre brumas salgadas,
 Num desejo estrelado,
 E um sentir doce e anilado
 no âmago da minha vontade.
 Viajo entre o sonho e a realidade,
 Num poema inacabado,
 Numa nau por mim cinzelada,
 Numa noite de rosas perfumada.
 Entre as brumas do desejo viajo,
 No meu querer enfeitiçado
 Dum Adamastor em seu esplendor.
 Entre as brumas dum desejo.
 Afago as águas num denso beijo.


Emília Pedreiro




Na Rota Do Sol

Se o mundo é mundo
 é redondo e não é mudo
 é porque navegado foi
 e descoberto foi povoado

Valentes, barbudos e robustos
 viram nas águas truculentas
 que talvez outras houvesse
 e talvez outras lá vivessem

Fizeram naus com velas e paus
 marinheiros, aventureiros, visionários
 trapaceiros, varinas,
 prostitutas orfãos e viuvas
 o horizonte abarcaram
 e em estradas de água salgada
 umas vezes vogaram
 outras deslizaram
 outras mais para sempre nelas muraram

Mataram reses, galinhas e patos
 moeram trigo, cevada, centeio
 açambarcaram laranjas, couves
 sardinha, cavala e águas
 das mais puras fontes

Pensadores, inquiridores,inquietos
 sábios e inconsequentes
 fizeram mapas, astrolábios sextantes
 bússolas,lemes, latrinas
 dormitórios oratórios 
 e canções com muita rima

Domaram o Adamastor 
 com valentia e muita tormenta
 vastos areais vislumbraram
 e negros acorrentaram

Gazelas,girafas, leões, leopardos
 e aves coloridas e raras
 os sentidos lhes encantaram
 dores, partos, escorbuto
 vinho quezílias e troca de espadas
 deram aos Oceanos
 novos parentes para nova morada

Vieram sereias esguias fluídas e belas
 por elas se enamoraram
 no seu terno traidor e doce cantar
 se deleitaram
 alucinados sucumbiram
 nas marés que tanto subiam

Vagas alterosas
 lambiam convés, popa e carceres
 remadores escravos e senhores
 e ao outro dia em que mais um morria
 o sol nascia sempre no mar
 prometendo no seu olhar
 novas terras novas gentes

Na Rota Do Sol

Se o mundo é mundo
 é redondo e não é mudo
 é porque navegado foi
 e descoberto foi povoado

Valentes, barbudos e robustos
 viram nas águas truculentas
 que talvez outras houvesse
 e talvez outras lá vivessem

Fizeram naus com velas e paus
 marinheiros, aventureiros, visionários
 trapaceiros, varinas,
 prostitutas orfãos e viuvas
 o horizonte abarcaram
 e em estradas de água salgada
 umas vezes vogaram
 outras deslizaram
 outras mais para sempre nelas muraram

Mataram reses, galinhas e patos
 moeram trigo, cevada, centeio
 açambarcaram laranjas, couves
 sardinha, cavala e águas
 das mais puras fontes

Pensadores, inquiridores,inquietos
 sábios e inconsequentes
 fizeram mapas, astrolábios sextantes
 bússolas,lemes, latrinas
 dormitórios oratórios 
 e canções com muita rima

Domaram o Adamastor 
 com valentia e muita tormenta
 vastos areais vislumbraram
 e negros acorrentaram

Gazelas,girafas, leões, leopardos
 e aves coloridas e raras
 os sentidos lhes encantaram
 dores, partos, escorbuto
 vinho quezílias e troca de espadas
 deram aos Oceanos
 novos parentes para nova morada

Vieram sereias esguias fluídas e belas
 por elas se enamoraram
 no seu terno traidor e doce cantar
 se deleitaram
 alucinados sucumbiram
 nas marés que tanto subiam

Vagas alterosas
 lambiam convés, popa e carceres
 remadores escravos e senhores
 e ao outro dia em que mais um morria
 o sol nascia sempre no mar
 prometendo no seu olhar
 novas terras novas gentes

Aos novos herois e valentes
 que entre o ouro dos dentes
 contavam os dobrões
 pela venda de viveres e afins
 e os negros expoliados
 das terras lá dos outros lados
 que sem saberem porquê
 numa outra e desconhecida terra acordavam 
 com correntes e sem dentes

Os que chegavam....
 os outros pereceram
 gulosamente roubados
 por brancos e altivos marinheiros
 que só de branco sabiam
 .... qualquer humano
 ... homem ou mulher 
 ... e tudo o que Deus dizia 
 ... na palavra de um livro
 .... que à sua maneira cada um lia


ANA MARQUES



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